Cerca de 50 mil pessoas já passaram pelo pavilhão do Centro de Exposições Imigrantes, tomado desde segunda-feira por computadores e cabos de rede que dividem a conexão de 10 gigabits por segundo entre os usuários da terceira Campus Party. O evento se consolida como o maior do Brasil e reúne no mesmo espaço programadores, blogueiros, produtores de audiovisual, empresas e consumidores de tecnologia.
Foi no espaço Criatividade que os infografistas do Estado Daniel Roda e Eduardo "Tcha-Tcho" Malpeli apresentaram o EZFlar, ferramenta de criação de Realidade Aumentada usada no jornal desde o ano passado, além de mostrar um novo projeto de rede social, o Kunigo - voltado para o desenvolvimento colaborativo de ideias e projetos. Segundo eles, o Kunigo deve fazer com que "ideias e informações circulem no mesmo lugar".
O editor de conteúdo digital do estadao.com.br, Pedro Dória, também estava lá para participar de duas mesas de debate. "Aqui você encontra a garotada que está na crista da onda da tecnologia, experimentando os últimos recursos. O mais importante aqui para uma corporação é ouvir, aprender para onde a comunicação está indo", analisou. "Fora que há aqui a raiz de um movimento de importância política e as pessoas discutem que tipo de liberdade elas querem da rede."
Nesta edição do evento, foram investidos R$ 7,5 milhões, segundo o organizador do evento, Marcelo Branco. "Mas o mais importante é que a Campus Party discute questões estratégicas sobre as novas dinâmicas sociais, e estimula a ideia de que paradigmas da era industrial já não são tão importantes. Essa parte, intangível, talvez seja mais importante", define.
Agência Estado |