As classes C e D, que compõem a base da pirâmide, detêm grande potencial de consumo, mas as empresas ainda não sabem direito como atingi-las. A conclusão é do estudo realizado pela TNS Research International, empresa de pesquisa de mercado, apresentada em 14 de outubro em São Paulo. Segundo Wander Meijer, CEO da TNS, as companhias, além de não conhecer esses consumidores, apostam em estratégias de marketing erradas, ao não direcioná-las a essa fatia da sociedade. Enquanto são destinados 10% dos investimentos a classes mais baixas (68% da população), as mais altas (2% da população) recebem 40%.
No Brasil, 95 milhões de pessoas entram nessa classificação e armazenam um potencial de R$ 34 bilhões em consumo. Elas têm renda média de R$ 700 e reservam 20% a gastos semifixos e supérfluos. No mercado global, as classes C e D movimentam US$ 5 trilhões por ano.
O levantamento derruba o mito de que esses consumidores preferem marcas mais baratas, ao invés das líderes. E não descarta a possibilidade de deixarem de comprar determinada marca para adquirirem um celular novo, por exemplo. Para Miriam Steinbaum, diretora da área de consumo da TNS, isso mostra que esse consumidor também quer ter o melhor e que, de certa forma, comprar ou não um dado artigo está relacionado ao sentimento de pertencimento.
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