Sem as grandes montadoras estrangeiras, as japonesas são destaque.
Fabricantes apostam em modelos mais simples e com apelo ecológico.
Sem a presença das grandes montadoras estrangeiras, os holofotes do Salão de Tóquio deste ano ficaram todos para as fabricantes de carros japonesas, que, ainda abaladas pela crise econômica, resolveram apostar em evento mais “caseiro” e simples, com destaque para carros ecológicos.
A feira, que já foi uma das maiores do mundo, abre as portas para o público no sábado (24). Sem o brilho de carros famosos, como Mercedes-Benz e Ferrari, os visitantes terão de se contentar com as poucas novidades locais do setor.
Nissan, por exemplo, trouxe três modelos elétricos, com emissão zero de CO2, que devem ser lançados nos próximos anos, além de um protótipo. “O mundo está preocupado com as emissões de gás carbônico e nós estamos propondo as soluções”, afirmou o brasileiro Carlos Ghosn, diretor-executivo da japonesa Nissan e da francesa Renault. Ele prevê que, em 2020, 10% dos carros serão elétricos.
O Leaf, um dos modelos apresentados no Tokyo Motor Show, começa a ser vendido nos EUA e no Japão no ano que vem. O carro pode percorrer 160 quilômetros a uma velocidade de 140 km/h, sem necessidade da recarga de bateria.
Ainda há pouquíssimos postos no Japão, mas a montadora diz que o carro pode ser reabastecido em casa mesmo. “Há eletricidade em todo o lugar. Não estamos falando de algo impossível”, lembrou Ghosn.
Na contramão da Nissan vem Toyota e Honda, que apostam em modelos híbridos. Nesta corrida ecológica, a montadora número um do mundo leva uma certa vantagem. A Toyota já vendeu no mundo mais de 2 milhões de unidades do seu híbrido Prius.
“Depois de experimentar um carro ecológico, as pessoas sentem uma inesperada alegria e até surpresa”, garantiu o presidente da Toyota, Akio Toyoda. “E tenho certeza de que não sou só eu quem pensa que conduzir um destes veículos seja realmente emocionante”, emendou.
Ewerthon Tobace |